De onde vem o dinheiro?
Desde pequenos estamos acostumados com o dinheiro. Quando somos muito pequenos não entendemos direito sobre seu valor, mas conforme crescemos aprendemos o quanto o dinheiro vale e como usá-lo. O dinheiro parece ser algo que sempre esteve por aí, algo que sempre existiu e sempre vai existir, mas não é bem assim.
Nem sempre os seres humanos usaram o dinheiro. O dinheiro possui uma origem e uma evolução.
Você já deve ter aprendido nas aulas de história que nos primórdios da humanidade o homem era um caçador-coletor (ou seja, sua existência dependia do que ele caçava ou coletava da natureza), mas conforme as eras foram passando o homem aprendeu a cultivar o alimento e a criar animais, e assim começaram as primeiras trocas. Nessa época não existia dinheiro ou coisas do tipo. Se você tinha algo que seu vizinho queria, vocês trocavam por coisas que seriam úteis para vocês. Esse sistema de trocas se chamava de "escambo".
Mas, com o passar dos séculos, trocas de um item por outro item começaram a ficar difíceis de se fazer, pois você poderia ter algo que não interessava a outra pessoa. Além disso, alguns alimentos não poderiam ser acumulados, pois poderiam acabar estragando. Então surgiram itens que eram usados para promover essas trocas, como o sal, por exemplo. Por muito tempo algumas populações antigas usavam sal como base de suas trocas (e daí vem a palavra salário). As vezes também se utilizaram gado (bois, ovelhas, etc) como moeda de troca. Mas mesmo esse sistema chegou a um ponto que era difícil de ser realizado.
Foi aí que as primeiras moedas surgiram. Elas surgiram primeiro na Lídia (onde hoje fica a Turquia) no século VII a.C., e foi o povo grego o responsável pela difusão das moedas para outras civilizações. As moedas tinham como vantagem serem mais fáceis de serem transportadas. Eram feiras de metais preciosos (como o ouro e a prata) e eram cunhadas (recebiam marcações ou desenhos) usando um martelo. A vantagem dos metais preciosos é que as moedas poderiam ser transformadas em outras coisas, como joias e adornos, não estragam, podiam ser usados com povos que usavam moedas diferentes e, mesmo quebrados, ainda tinham valor.
A teoria das trocas é uma das que explica o surgimento do dinheiro. Outra teoria diz que o dinheiro surgiu devido a necessidade de se criar retribuições ou recompensas. Uma terceira teoria diz que o dinheiro surgiu impulsionado pelos governos que queriam uma forma mais eficiente de se cobrar impostos da população.
No Brasil o escambo chegou a ser utilizado no começo do período colonial. Além de ser a forma como os indígenas realizavam suas trocas comerciais, os colonizadores portugueses também usavam esse esquema entre si, antes da coroa portuguesa determinar que se usasse no Brasil o dinheiro português (em 1568).
Com o passar dos séculos as moedas deixaram de ser feitas de metal preciso, para evitar que as pessoas adulterassem as moedas (derretendo elas e as deixando com menos quantidade de ouro ou prata do que deveria ter), e passou a surgir o papel-moeda. As cédulas de papel foram criadas como uma forma de facilitar o manuseio e o transporte do dinheiro, uma vez que é mais leve e possibilita que se carregue grandes quantidades sem ocupar muito espaço.
No século XX tivemos a invenção dos cartões, que possibilitaram ter a disposição valores financeiros sem que se tivesse de fato em mãos o dinheiro. O cartão de débito possibilita que se gaste o dinheiro que se tem em conta, e o cartão de crédito nos possibilita gastar um dinheiro que ainda vamos ganhar.
Com o século XXI chegamos na inovação do dinheiro virtual. Cartões de crédito e débito que só existem virtualmente, e moedas que só existem de maneira virtual: as criptomoedas. Uma criptomoeda (ou cibermoeda) é um dinheiro virtual e descentralizado (não está atrelado a um sistema bancário ou econômico necessariamente), e sua validade é dada pela tecnologia de blockchain, que garante que a moeda não é falsa. Apesar do boom recente, o uso de criptomoedas ainda não é amplo, e elas são consideradas um investimento de risco pois estão suscetíveis a muitas incertezas.

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